•15/01/2011 • Deixe um comentário

•12/01/2011 • Deixe um comentário

Saudade

•09/01/2011 • 1 Comentário

É acabou

•28/10/2010 • 3 Comentários

 

O tempo passou. No meio da festa, outro dia, eu olhei para o sujeito e percebi que não sentia mais nada em relação a tudo aquilo. Parecia tão importante na época, parecia insuperável, mas acabou, ficou para trás, não deixou rastros. A vida andou, como a vida costuma fazer – desde que a gente não se agarre às memórias com as duas mãos, desde que a gente não fique refém da traição e da culpa.

[CaioFernandoAbreu]

•24/10/2010 • Deixe um comentário
Era tudo tão difícil, tão difícil, que, exausta, eu desisti.
Isso não quer dizer que eu deixei de amar.
Isso quer dizer que eu desisti de sofrer.
E, quem sabe, também, de causar sofrimento.
[Ana Jácomo]

sobre momentos de liberdade. ….

•15/10/2010 • Deixe um comentário

Depois que eu sai do hospital, prestes há completar 14 anos, lembro que a primeira coisa que eu pedi para o meu pai, um par de patins (daqueles “in line” sabe?). E embora meu pai tivesse relutado, com razão, pois contrariava ordens médicas, insisti e chorei tanto que ele teve que ceder. Fomos ao shopping e eu não demorei muito para escolher o par de patins verde florescente da vitrine.   Eu esperei muito por aquele dia, não via a hora de chegar em casa. Naquele domingo a primeira coisa que eu fiz ao chegar foi por os patins e ‘treinar’ uns passos ali mesmo no meio da sala. Mas a vizinha rabugenta do andar de baixo tratou logo de reclamar, talvez por causa do barulho rs. Tive que esperar ate o dia seguinte.

Na manhã de segunda feira tomei o café mais rápido da minha vida. Desci pelo elevador, de meias e carregando o patins na mão. A primeira coisa que eu fiz em cima daquelas rodinhas foi descer a rampa do estacionamento. Aqueles segundos, o barulho, e vento. Era o momento de liberdade que eu precisava  depois de tanto tempo naqueles quartos de UTI. (acho que meu pai também entendeu)

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•14/10/2010 • Deixe um comentário

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
[Fernando Pessoa]