sobre momentos de liberdade. ….

Depois que eu sai do hospital, prestes há completar 14 anos, lembro que a primeira coisa que eu pedi para o meu pai, um par de patins (daqueles “in line” sabe?). E embora meu pai tivesse relutado, com razão, pois contrariava ordens médicas, insisti e chorei tanto que ele teve que ceder. Fomos ao shopping e eu não demorei muito para escolher o par de patins verde florescente da vitrine.   Eu esperei muito por aquele dia, não via a hora de chegar em casa. Naquele domingo a primeira coisa que eu fiz ao chegar foi por os patins e ‘treinar’ uns passos ali mesmo no meio da sala. Mas a vizinha rabugenta do andar de baixo tratou logo de reclamar, talvez por causa do barulho rs. Tive que esperar ate o dia seguinte.

Na manhã de segunda feira tomei o café mais rápido da minha vida. Desci pelo elevador, de meias e carregando o patins na mão. A primeira coisa que eu fiz em cima daquelas rodinhas foi descer a rampa do estacionamento. Aqueles segundos, o barulho, e vento. Era o momento de liberdade que eu precisava  depois de tanto tempo naqueles quartos de UTI. (acho que meu pai também entendeu)

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~ por Larissa em 15/10/2010.

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