sobre as tardes de outono

E toda vez que se encontravam, faziam das tardes de outono as mais bonitas. Não havia uma palavra a ser dita. Elas não se precisavam. Os olhos já haviam se encontrado. E os braços, perfeitamente encaixados, formavam um laço com um nó findo, não havia de se desatar. Porque os corpos já se completavam. Ela era a medida dele. Ele era a medida dela. Ficava tudo mais bonito ao som dos risos. Os beijos. E os suspiros. Dois corações jovens e cheios de virtudes. E devoravam cada segundo permitido. E as partidas no inverno nunca eram tristes. Partiam porque eram livres. Livres demais. Mais o amor ainda era o mesmo. E maior. E as almas. Já haviam se encontrado. Eram de outras vidas.

[lari.dias]

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~ por Larissa em 08/05/2010.

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